sexta-feira, dezembro 29, 2006
Love me to the bones
quarta-feira, dezembro 27, 2006
A sequência (não) correcta
Dá para quebrar a sequência?
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Natal!
domingo, dezembro 17, 2006
de ficar a pensar no assunto
Chegou-me algo aos ouvidos que não sei se prefiro considerar como boato, ou pensar que é mesmo verdade.
Chegou-me aos ouvidos que uma das maiores e mais importantes produtoras musicais de Portugal ( não interessa o nome) - aquela que nos últimos anos tem produzido os maiores e melhores concertos em Portugal, incluindo alguns dos festivais mais importantes estava em falência.
Não vão milhares de trabalhadores para a rua, naturalmente. Mas o mapa de concertos em Portugal pode ficar seriamente afectado. Nos últimos anos é que temos tido direito a bons concertos, a grandes nomes internacionais, e é de facto essa empresa que detêm o monopólio destas produções.
O desaparecimento da produtora... pode significar uma queda muito significativa nos concertos. E esta ano foi um ano brilhante a nível de variedade e qualidade.
Esperemos que seja simplesmente um boato....
Uma lista sugestiva
A lista das mais votadas aqui fica :
1.Marvin Gaye 'Sexual Healing'
2. U2 'With Or Without You'
3. Barry White 'My First My Last My Everything'
4. Serge Gainsbourg & Jane Birkin 'Je T'aime'
5. Chris Isaac 'Wicked Game'
6. Al Green 'Let's Stay Together'
7. Phyllis Nelson 'Move Closer'
8. INXS 'I Need You Tonight'
9.Madonna 'Justify My Love'
10. Kylie Minogue 'Slow'
O resto fica por conta da vossa imaginação...
terça-feira, dezembro 12, 2006
boas notícias
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Caixinha de Música
Já neste fim de semana - 7 a 10 Dezembro vai acontecer o festival Roots & Routes.
Passem por :
http://www.musicboxlisboa.com/
e divirtam-se .
terça-feira, dezembro 05, 2006
As obras completas de William Shakespeare em 10 anos

Poucas vezes me arrisco a ir ao cinema sozinha, e ir ao teatro sem companhia não me agrada particularmente. Mas desta vez, ou deixava de lado essas esquisitices ou arriscava-me a não ver essa peça que está em cena desde 1996 - 10bonitos anos.
Dirigi-me à Companhia Teatral do Chiado, com o último bilhete disponível.
Sento-me na primeira fila, as luzes começam a apagar-se e eu olho para o meu lado. A cadeira estava vazia. E vi logo que aquilo que não ia correr bem.... muito à pressa - um senhor vestido de preto sentou-se ao meu lado. Mais tarde viemos todos a saber era o senhor Simão Rubim- um dos actores da peça . ( até tivemos a oportunidade de nos tornarmos amigos...)
Vale pela diversão, pelo improviso, pela qualidade da escrita e da interpretação, e pela interacção com o público. E porque ir ao teatro vale só por si.
Desconfio que esta não terá sido as penúltimas representações ( embora tenha preferido jogar pelo seguro.). Como é que vão ser capazes de abandonar um projecto assim?
ps. última nota : a companhia teatral do chiado só sobrevive com os dinheiros da Câmara Municipal de Lisboa. Têm eles sorte que não estão no Porto e que o presidente não se chama Rui Rio!
sexta-feira, dezembro 01, 2006
domingo, novembro 26, 2006
o herói lá da casa

Não me lembro da primeira vez que ouvi falar do Cazaquistão. Provavelmente no 7 ano, na inólvidável disciplina de geografia.
Mas desde o meu 7 ano até a alguns tempos atrás o Cazquistão significava para mim e para a maior parte dos comuns mortais quase mais nada do que um daqueles países acabados em " ão".
Agora, graças a essa personagem milgrosa que se intitula BORAT (que teve a honra de apresentar os MTV Awards na capital do desenvolvimento que é Lisboa), o Cazaquistão vai ganhando protagonismo. Até já aparece no título num dos filmes que mais expectativas tem gerado na temporada - que o próprio BORAT protagoniza :
Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
( não dá vontade de traduzir para português)
Por isso, o Borat devia ser o herói lá da casa - não é qualquer um que consegue fazer esta publicidade ao seu país... e não é um país qualquer. É o Cazaquistão.
quinta-feira, novembro 23, 2006
Ele quis dizer -lhe : " Adoro-te por teres sido aquilo que eu queria para mim. Decidi optar por ter outras mulheres, que não são tão perfeitas como tu. Prefiro guardar-te cá dentro sem mágoa. Posso aborrecer-me com as outras, mas contigo não quero que isso aconteça nunca. Adoro-te na distância que criámos.
Prefiro não estar com a mulher da minha vida e estar com outras, do que nunca ter conhecido sequer a mulher da minha vida. Quero que sejas intocável."
Ele não disse, ela não imagina.
quarta-feira, novembro 22, 2006
Ela quis-lhe dizer " Adoro-te na impossibilidade de não te ter. Adoro-te na ansiedade de, por vezes, haver dias que acordo a pensar em ti. Adoro-te na surpresa de um dia voltar-te a ver.
No fundo, adoro-te na improbilidade de um dia poderes vir a ser meu. És aquilo que eu não consigo apagar. És aquela paixão que eu quis sentir e que me fez manter viva.
Não estragues esta minha contradição e não voltes a aparecer na minha vida.
Ela não disse, ele não imagina.
segunda-feira, novembro 20, 2006
País de coisas rebuscadas
Descobri que Portugal é país de cabalas e de conspirações. Todos os dias alguém surge na televisao e na comunicação social a dizer " eu juro que não fiz nada", " tenho a consciência tranquila", " e estou ao completo dispôr das autoridades para ajudar a resolver este caso".
No fundo, todos nós temos uma imaginação muito fértil e tentamos todos os dias tramar alguém, nem que seja de forma muito rebuscada e inimaginável. E como somos muito inteligentes, a verdade é que conseguimos que os factos que inventamos para tramar os outros pareçam mesmo realidade.
No fundo, não temos mais nada que fazer, por isso dedicamos-nos a estragar a vida a alguém.
Além de sermos o país das cabalas e das conspirações, somos um país que gostamos acima de tudo- da verdade. E é a verdade que queremos acima de tudo, mesmo que seja 5 séculos depois.
Também é verdade que somos um país cheio de dinheiro, e que este ano até aumentaram a quota para o Ministério da Cultura. Por isso, eu, historiadora Maria Mota, decidi pensar que devia abrir o túmulo do rei D. Sebastião, porque há aí umas quantas coisas que eu gostava de saber, nomeadamente se o corpo que lá está dentro é mesmo o do Rei que foi, e que ainda não voltou, mas que irá voltar um dia.
Descobrindo que não era o corpo do Rei D. Sebastião, daqui a uns anos teríamos mais um êxito literário : O Código Sebastião.
Depois do Afonso Henriques ( que ainda deve estar a dar voltas no túmulo) - que felizmente não chegou a ser verdadeitamente incomodado, é a vez do rei D. Sebastião. Daqui a uns tempos será o túmulo do Fernando Pessoa. Só para confirmar que é só um corpo que está dentro do túmulo. Às tantas podem ser vários, incluindo o corpo do Ricardo Reis e do Álvaro Campos.
Poupem os vossos esforços e dinheiro para outras prioridades mais importantes - de uma vez por todas.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Bond, James Bond
Um dia, alguém criou a máxima " Falem bem de mim, falem mal de mim, não interessa. Só quero que falem. "
O mundo das celebridades e no caso em específico o mundo do cinema e dos filmes de Hollywood segue esta regra.
O exemplo mais recente é o de James Bond. E do novo James Bond - que dá pelo nome de Daniel Craig. Os fãs acérrimos levaram o caso a "peito", e fizeram um espalhafato inacreditável, a rogar pragas, a criticar a escolha, e chegaram ao cúmulo de fazer um site onde só falam mal do actor e propoem que ninguém vá ver um filme. "Vamos todos boicotar o filme". ( isto sem sequer ter visto 30 segundos do desempenho do actor)
http://www.danielcraigisnotbond.com/
Tantos mexericos deu naquilo que se esperava : Casino Royale é dos filmes mais esperados da temporada. E o que acontece é que o público vai querer como o actor se desenrasca, ainda por cima debaixo de fogo. Uma tarefa digna de um James Bond.
O público vai querer ver, nem que seja para falar mal. Ou seja, todo o espalhafato dos histéricos anti- Craig só serviu para fazer uma óptima publicidade ( gratuita) ao filme e ao actor.
E diz-se por aí, quem já viu ( ironias das ironias) que o novo James Bond está em grande. E que já é considerado o melhor desde o Sean Connery. Uma chapada de luva branca nunca fez mal a ninguém.
Eu, que não sou a maior adepta de James Bond também tenho curiosidade para visionar o filme. Nem que isso signifique posteriormente que odeie o desempenho.
Já fiz a minha primeira análise : Craig é loiro e não tem aquele rosto limpinho e bonitinho do Sean Connery ou do Pierce Brosnan, mas tem ar de mauzão, e ar de quem faz as coisas bem ( o que é crucial, quando claro, falamos de um agente secreto.). E é inglês. Essa gente com aquele feitio delicioso....
sábado, novembro 11, 2006
questões de comunicação
Na última tarde de sexta feira, enquanto se tentava esconder uma gralha em folhetos que iriam ser distribuíidos ao público, surgiu a seguinte questão :
- " Tomamos banho. Logo, estamos limpos. Secamos-nos com a nossa toalha. Se estamos sempre limpos quando usamos a toalha, qual é a necessidade de pormos a toalha na máquina de lavar?"
Houve mais questões. Mas uma delas era a eterna questão que as mulheres se interrogam. E por isso não digo qual foi. Está bem, eu vou dizer. " Se os homens são todos iguais, porque é que perdemos tempo a procurar o " certo"?
Eu limitei-me a ouvir .
quarta-feira, novembro 08, 2006
terça-feira, novembro 07, 2006
domingo, novembro 05, 2006
Quem é que paga a taxa?
Diálogo entre Sophie Loren e Marcelo Mastroiani no filme " Una giornata particolare", de Ettore Scola :
Marcelo Mastroiani - Sou solteiro.
Sophie Lauren - Solteiro ? Isso quer dizer que pagas a taxa de celibato?
Marcelo Mastroiani - Como se a solidão fosse uma riqueza.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Tempo de conversa
Desbloqueadores de conversa? Falem das nuvens cinzentas que se aproximam, ou da previsão do dia amanhã, em que dizem que a temperatura vai descer, e por isso, é melhor sair de casa já com um bom agasalho. Assim, podem continuar a conversa e dizer que "já apetece vestir roupa de inverno, ou então que com esta chuva e frio nem aptece sair de casa".
Entramos num táxi, o taxista, a jeito de meter conversa connosco durante 5minutos, confessa que ontem, entre a 1h e a 1h30m choveu como ele "nunca tinha visto chover, que parecia o fim do mundo".
Ou então a conversa de conveniência " Ainda bem que chove, que ela faz muita falta". " Não digo aqui para Lisboa, mas lá para agricultura do Alentejo.
O tempo e a chuva consegue fazer capa e manchete de jornais e televisões. Ontem, os telejornais da tarde das 3 televisões tiveram a sua primeira meia hora dedicada à chuva e ao fim do mundo a que se assitiu. E assim, os senhores que trabalham na meteorologia conseguem aparecer na televisão. ( mesmo não sendo as meninas bonitas que apareciam à uns anos na tv a falar do tempo que faria no dia seguinte.)
Mais admirável que isso é a capacidade visionária que os portuguesem gostam de ter, para prever o futuro da estação que se aproxima : " ah, eu ouvi dizer que este ano não vai fazer frio, mas que vai chover muito! "
domingo, outubro 22, 2006
o acaso
Encontrei esta no livro do Milan Kundera, a Insustentável leveza do ser :



