sexta-feira, dezembro 29, 2006

Love me to the bones

The Killers , " Bones" :
Come with me.
We took a back road.
We're gonna look at the stars.
We took a backroad in my car.
Down to the ocean,it’s only water and sand
And in the ocean we'll hold hands.
But I don't really like you, apologetically dressed in the best, but on a heartbeat glide.
Without an answer, the thunder speaks for the sky, and on the cold, wet dirt
I cry.
And on the cold, wet dirt I cry.
Don’t you wanna come with me?
Don’t you wanna feel my bones on your bones?
It's only natural.
A cinematic vision ensuedlike the holiest dream.
It's someone's calling?
An angel whispers my name,but the message relayed is the same:“
Wait till tomorrow,you'll be fine."
But it's gone to the dogs in my mind.
I always hear themwhen the dead of nightcomes calling to save me from this fight.
But they can never wrong this right.
Don't you wanna come with me?
Don't you wanna feel my bones on your bones?
It's only natural.
Don’t you wanna swim with me?
Don’t you wanna feel my skin on your skin?
It's only natural.(Never had a lover)
I never had a lover(Never had soul)
I never had soul(Never had a good time)
And I never had a good time(Never got cold)
I never got gold.
Don't you wanna come with me?
Don't you wanna feel my bones on your bones?
It's only natural.Don't you wanna swim with me?
Don't you wanna feel my skin on your skin?
It's only natural.Don't you wanna come with me?
Don't you wanna feel my bones on your bones?
It’s only natural.Come and take a swim with me.
Don't you wanna feel my skin on your skin?It’s only natural

quarta-feira, dezembro 27, 2006

A sequência (não) correcta

A sequência tradicional - o sentimento, o toque da mão, o beijo, o beijo apaixonado, a sensação do
corpo, o clímax na cama, depois mais cama, depois menos cama, depois o aborrecimento, as lágrimas e
a amargura final (...)
Esquivava-se cada vez mais da mise en scène para cada acto da peça - conhecerem- se numa festa, o restaurante, o táxi, o apartamento dele, o apartameto dela, depois um fim de semana à beira-mar, depois novamente os apartamentos, depois os álibis furtivos e o último adeus zangado nos degraus à chuva.
by Ian Fleming

Dá para quebrar a sequência?

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Natal!

Esta é a tal altura do ano. Repetimos as mesmas expressões, as mesmas frases, o espírito anda no ar.
Este ano aproveitem mais do que nunca o Natal, e usem a desculpa do 2007 para repensar e recomeçar qualquer coisinha.

domingo, dezembro 17, 2006

de ficar a pensar no assunto


Chegou-me algo aos ouvidos que não sei se prefiro considerar como boato, ou pensar que é mesmo verdade.

Chegou-me aos ouvidos que uma das maiores e mais importantes produtoras musicais de Portugal ( não interessa o nome) - aquela que nos últimos anos tem produzido os maiores e melhores concertos em Portugal, incluindo alguns dos festivais mais importantes estava em falência.

Não vão milhares de trabalhadores para a rua, naturalmente. Mas o mapa de concertos em Portugal pode ficar seriamente afectado. Nos últimos anos é que temos tido direito a bons concertos, a grandes nomes internacionais, e é de facto essa empresa que detêm o monopólio destas produções.

O desaparecimento da produtora... pode significar uma queda muito significativa nos concertos. E esta ano foi um ano brilhante a nível de variedade e qualidade.

Esperemos que seja simplesmente um boato....


Uma lista sugestiva

Foi feita uma sondagem no mínimo curiosa (e que dá vontade de espreitar) no Yahoo Music, e onde se tentava elaborar uma lista com as melhores músicas para fazer sexo.

A lista das mais votadas aqui fica :

1.Marvin Gaye 'Sexual Healing'
2. U2 'With Or Without You'
3. Barry White 'My First My Last My Everything'
4. Serge Gainsbourg & Jane Birkin 'Je T'aime'
5. Chris Isaac 'Wicked Game'
6. Al Green 'Let's Stay Together'
7. Phyllis Nelson 'Move Closer'
8. INXS 'I Need You Tonight'
9.Madonna 'Justify My Love'
10. Kylie Minogue 'Slow'


O resto fica por conta da vossa imaginação...

terça-feira, dezembro 12, 2006

boas notícias

Trago uma boa notícia para os ( muitos ) fãs que eu sei que há em Portugal de Dave Mathews Band :
Alegrem-se - dia 25/05 de 2007 podem ir até ao Pavilhão Atlântico.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Caixinha de Música

Tive a oportunidade, na passada quarta feira- dia 6, de ir à inauguração de um novo espaço nocturno em Lisboa - ali na zona do Cais do Sodré, não longe da ultimamente afamada discoteca " Jamaica".

Já neste fim de semana - 7 a 10 Dezembro vai acontecer o festival Roots & Routes.
Passem por :

http://www.musicboxlisboa.com/

e divirtam-se .

terça-feira, dezembro 05, 2006

As obras completas de William Shakespeare em 10 anos



Poucas vezes me arrisco a ir ao cinema sozinha, e ir ao teatro sem companhia não me agrada particularmente. Mas desta vez, ou deixava de lado essas esquisitices ou arriscava-me a não ver essa peça que está em cena desde 1996 - 10bonitos anos.

Dirigi-me à Companhia Teatral do Chiado, com o último bilhete disponível.

Sento-me na primeira fila, as luzes começam a apagar-se e eu olho para o meu lado. A cadeira estava vazia. E vi logo que aquilo que não ia correr bem.... muito à pressa - um senhor vestido de preto sentou-se ao meu lado. Mais tarde viemos todos a saber era o senhor Simão Rubim- um dos actores da peça . ( até tivemos a oportunidade de nos tornarmos amigos...)

Vale pela diversão, pelo improviso, pela qualidade da escrita e da interpretação, e pela interacção com o público. E porque ir ao teatro vale só por si.

Desconfio que esta não terá sido as penúltimas representações ( embora tenha preferido jogar pelo seguro.). Como é que vão ser capazes de abandonar um projecto assim?

ps. última nota : a companhia teatral do chiado só sobrevive com os dinheiros da Câmara Municipal de Lisboa. Têm eles sorte que não estão no Porto e que o presidente não se chama Rui Rio!

sexta-feira, dezembro 01, 2006

James Bond himself




O papel assenta-lhe que nem uma luva.

Já me esqueci do Pierce Brosnan. ( desculpa Pierce.)

E decorei a regra número 1 ( do póker) :
" Ler o adversário".

domingo, novembro 26, 2006

o herói lá da casa



Não me lembro da primeira vez que ouvi falar do Cazaquistão. Provavelmente no 7 ano, na inólvidável disciplina de geografia.
Mas desde o meu 7 ano até a alguns tempos atrás o Cazquistão significava para mim e para a maior parte dos comuns mortais quase mais nada do que um daqueles países acabados em " ão".

Agora, graças a essa personagem milgrosa que se intitula BORAT (que teve a honra de apresentar os MTV Awards na capital do desenvolvimento que é Lisboa), o Cazaquistão vai ganhando protagonismo. Até já aparece no título num dos filmes que mais expectativas tem gerado na temporada - que o próprio BORAT protagoniza :

Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
( não dá vontade de traduzir para português)

Por isso, o Borat devia ser o herói lá da casa - não é qualquer um que consegue fazer esta publicidade ao seu país... e não é um país qualquer. É o Cazaquistão.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Ele preferiu guardar tudo para si, porque ela não tinha que saber aquilo.

Ele quis dizer -lhe : " Adoro-te por teres sido aquilo que eu queria para mim. Decidi optar por ter outras mulheres, que não são tão perfeitas como tu. Prefiro guardar-te cá dentro sem mágoa. Posso aborrecer-me com as outras, mas contigo não quero que isso aconteça nunca. Adoro-te na distância que criámos.

Prefiro não estar com a mulher da minha vida e estar com outras, do que nunca ter conhecido sequer a mulher da minha vida. Quero que sejas intocável."

Ele não disse, ela não imagina.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Ela preferiu não dizer-lhe nada. Preferiu manter o silêncio e guardar tudo aquilo para si.

Ela quis-lhe dizer " Adoro-te na impossibilidade de não te ter. Adoro-te na ansiedade de, por vezes, haver dias que acordo a pensar em ti. Adoro-te na surpresa de um dia voltar-te a ver.
No fundo, adoro-te na improbilidade de um dia poderes vir a ser meu. És aquilo que eu não consigo apagar. És aquela paixão que eu quis sentir e que me fez manter viva.

Não estragues esta minha contradição e não voltes a aparecer na minha vida.

Ela não disse, ele não imagina.

segunda-feira, novembro 20, 2006

País de coisas rebuscadas


Descobri que Portugal é país de cabalas e de conspirações. Todos os dias alguém surge na televisao e na comunicação social a dizer " eu juro que não fiz nada", " tenho a consciência tranquila", " e estou ao completo dispôr das autoridades para ajudar a resolver este caso".
No fundo, todos nós temos uma imaginação muito fértil e tentamos todos os dias tramar alguém, nem que seja de forma muito rebuscada e inimaginável. E como somos muito inteligentes, a verdade é que conseguimos que os factos que inventamos para tramar os outros pareçam mesmo realidade.
No fundo, não temos mais nada que fazer, por isso dedicamos-nos a estragar a vida a alguém.


Além de sermos o país das cabalas e das conspirações, somos um país que gostamos acima de tudo- da verdade. E é a verdade que queremos acima de tudo, mesmo que seja 5 séculos depois.
Também é verdade que somos um país cheio de dinheiro, e que este ano até aumentaram a quota para o Ministério da Cultura. Por isso, eu, historiadora Maria Mota, decidi pensar que devia abrir o túmulo do rei D. Sebastião, porque há aí umas quantas coisas que eu gostava de saber, nomeadamente se o corpo que lá está dentro é mesmo o do Rei que foi, e que ainda não voltou, mas que irá voltar um dia.
Descobrindo que não era o corpo do Rei D. Sebastião, daqui a uns anos teríamos mais um êxito literário : O Código Sebastião.

Depois do Afonso Henriques ( que ainda deve estar a dar voltas no túmulo) - que felizmente não chegou a ser verdadeitamente incomodado, é a vez do rei D. Sebastião. Daqui a uns tempos será o túmulo do Fernando Pessoa. Só para confirmar que é só um corpo que está dentro do túmulo. Às tantas podem ser vários, incluindo o corpo do Ricardo Reis e do Álvaro Campos.

Poupem os vossos esforços e dinheiro para outras prioridades mais importantes - de uma vez por todas.




quarta-feira, novembro 15, 2006

Bond, James Bond


Um dia, alguém criou a máxima " Falem bem de mim, falem mal de mim, não interessa. Só quero que falem. "

O mundo das celebridades e no caso em específico o mundo do cinema e dos filmes de Hollywood segue esta regra.
O exemplo mais recente é o de James Bond. E do novo James Bond - que dá pelo nome de Daniel Craig. Os fãs acérrimos levaram o caso a "peito", e fizeram um espalhafato inacreditável, a rogar pragas, a criticar a escolha, e chegaram ao cúmulo de fazer um site onde só falam mal do actor e propoem que ninguém vá ver um filme. "Vamos todos boicotar o filme". ( isto sem sequer ter visto 30 segundos do desempenho do actor)

http://www.danielcraigisnotbond.com/

Tantos mexericos deu naquilo que se esperava : Casino Royale é dos filmes mais esperados da temporada. E o que acontece é que o público vai querer como o actor se desenrasca, ainda por cima debaixo de fogo. Uma tarefa digna de um James Bond.
O público vai querer ver, nem que seja para falar mal. Ou seja, todo o espalhafato dos histéricos anti- Craig só serviu para fazer uma óptima publicidade ( gratuita) ao filme e ao actor.

E diz-se por aí, quem já viu ( ironias das ironias) que o novo James Bond está em grande. E que já é considerado o melhor desde o Sean Connery. Uma chapada de luva branca nunca fez mal a ninguém.

Eu, que não sou a maior adepta de James Bond também tenho curiosidade para visionar o filme. Nem que isso signifique posteriormente que odeie o desempenho.

Já fiz a minha primeira análise : Craig é loiro e não tem aquele rosto limpinho e bonitinho do Sean Connery ou do Pierce Brosnan, mas tem ar de mauzão, e ar de quem faz as coisas bem ( o que é crucial, quando claro, falamos de um agente secreto.). E é inglês. Essa gente com aquele feitio delicioso....

sábado, novembro 11, 2006

questões de comunicação

Trabalhar num departamento de Comunicação não é fácil. ( à tempos atrás recebi um email que me indicava como o trabalho do pessoal de comunicação e o trabalho de quem pratica a mais antiga profissão do mundo tem muitas semelhanças. Mas isso talvez deixe para uma outra altura.)

Na última tarde de sexta feira, enquanto se tentava esconder uma gralha em folhetos que iriam ser distribuíidos ao público, surgiu a seguinte questão :

- " Tomamos banho. Logo, estamos limpos. Secamos-nos com a nossa toalha. Se estamos sempre limpos quando usamos a toalha, qual é a necessidade de pormos a toalha na máquina de lavar?"


Houve mais questões. Mas uma delas era a eterna questão que as mulheres se interrogam. E por isso não digo qual foi. Está bem, eu vou dizer. " Se os homens são todos iguais, porque é que perdemos tempo a procurar o " certo"?

Eu limitei-me a ouvir .

quarta-feira, novembro 08, 2006

domingo, novembro 05, 2006

Quem é que paga a taxa?


Diálogo entre Sophie Loren e Marcelo Mastroiani no filme " Una giornata particolare", de Ettore Scola :

Marcelo Mastroiani - Sou solteiro.

Sophie Lauren - Solteiro ? Isso quer dizer que pagas a taxa de celibato?

Marcelo Mastroiani - Como se a solidão fosse uma riqueza.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Tempo de conversa

Sempre soube que quase todos os portugueses sofrem de um síndrome designado - nós-gostamos-de-falar-do-tempo-e-esse-é-um-bom-tema-de-conversa.

Desbloqueadores de conversa? Falem das nuvens cinzentas que se aproximam, ou da previsão do dia amanhã, em que dizem que a temperatura vai descer, e por isso, é melhor sair de casa já com um bom agasalho. Assim, podem continuar a conversa e dizer que "já apetece vestir roupa de inverno, ou então que com esta chuva e frio nem aptece sair de casa".

Entramos num táxi, o taxista, a jeito de meter conversa connosco durante 5minutos, confessa que ontem, entre a 1h e a 1h30m choveu como ele "nunca tinha visto chover, que parecia o fim do mundo".
Ou então a conversa de conveniência " Ainda bem que chove, que ela faz muita falta". " Não digo aqui para Lisboa, mas lá para agricultura do Alentejo.

O tempo e a chuva consegue fazer capa e manchete de jornais e televisões. Ontem, os telejornais da tarde das 3 televisões tiveram a sua primeira meia hora dedicada à chuva e ao fim do mundo a que se assitiu. E assim, os senhores que trabalham na meteorologia conseguem aparecer na televisão. ( mesmo não sendo as meninas bonitas que apareciam à uns anos na tv a falar do tempo que faria no dia seguinte.)

Mais admirável que isso é a capacidade visionária que os portuguesem gostam de ter, para prever o futuro da estação que se aproxima : " ah, eu ouvi dizer que este ano não vai fazer frio, mas que vai chover muito! "

domingo, outubro 22, 2006

o acaso

Em dias que a inspiração não ajuda, em dias mais cinzentos, em dias que surge nada para escrever, apenas para divagar, podemos recorrer às tão queridas e sempre convenientes "citações".

Encontrei esta no livro do Milan Kundera, a Insustentável leveza do ser :

Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. O que acontece por necessidade, o que já era esperado e se repete todos os dias é perfeitamente mudo. Só o acaso fala. Nele é que deve tentar-se ler, como as ciganas fazem com as figuras deixadas no fundo de uma chávena pela borra do café.
(Inspiraçao, volta- estás perdoada.)