quinta-feira, janeiro 29, 2009

engolir sapos



Começa bem o dia. Odeio engolir sapos, e hoje pela manhãzinha vejo-me obrigada a faze-lo. Encher-me de sorrisinhos amarelos.m*rda.


quarta-feira, janeiro 28, 2009

Para comer à colherada

let´s get physical


Adoro que surjam estas situações embaraçosas, que permitam dar asas à minha capacidade de improvisação, que tanta falta faz à malta.
Na semana passada tive uma reunião ( agora de repente, até parece que sou importante) com um cliente ( vá, fornecedor) que não era de todo simpática, que tinha um sotaque parvo, e do qual de facto, não houve qualquer tipo de empatia. Lembro-me até que tinha um lenço parvo com um nó de lado no pescoço.

Ontem, na entrada triunfal do ginásio, prontissíma para abater a gordura acumulada de Paris e de um exagero ( delicioso) de crepes de Nutella, dou de caras com a mesma senhora, antipática, com ar de macambúzia e sem lencinho parvo atado de lado. O ginásio é pequeno, mas eu olhei para todos os lados, menos para ela. Não sei se ela fez o mesmo, mas eu fiz um esforço para evitar a troca de olhares e possíveis sorrisos amarelos. Nem no ginásio, vestida de fato treino e de pele reluzidia vermelha do esforço posso estar descansada. Eu não tenho que ver os parceiros de negócio ( outra vez a parecer que sou importante) a fazer abdominais ou agachamentos.
Mau demais. A porra desta cidade é pequena.

terça-feira, janeiro 27, 2009

men are not nice guys

James Dean

e porque o amor tem dias bons


Oh como eu dava pulinhos interiores cada vez que o telemóvel começava a tocar e eu vi lá escrito o teu nome. Eu adorava que tu me ligasses e de ouvir a tua voz a perguntar-me como estava e a contares os disparates que fazias durante o dia. Eu derretia-me a olhar para ti, para a forma como te mexias, a forma como bebias a cerveja ou passavas a boca pela colher do gelado e dizias mais uma baboseira. Aliás, eu percebi que estava apaixonada por ti porque ficava com os olhinhos a brilhar só de olhar para ti e de seguir os teus movimentos.
E sentia borboletas na barriga quando me convidavas para sair. Tu ficavas aborrecido se eu te disesse que sentia borboletas na barriga. Dizias que borboletas eram demasiado pequenas para o nosso sentimento.

não sei o que me fizeste, mas ao fim de todos estes anos, eu olho ao espelho e vejo os anos a passar, e ainda bem que continuo a passa-los junto de ti.

porque o amor tem dias maus

pus as malas a porta de casa. sem te avisar que me ia embora. tu não me conhecias o suficiente para saber que eu iria partir quase sem avisar. No dia em que disse " vou embora porque já não aguento mais" tu não quiseste acreditar. não quiseste acreditar porque eras cego demais para ver o que estava a tua frente todos os dias, todas as noites, na maçuda rotina, no véu negro que puseste em volta da nossa vida, da minha vida. a tua voz já não tinha frescura, a tua gargalhada já não era alegre nem me divertia, as tuas mãos já não me sabiam tocar nem abraçar, eu já não tinha saudades tuas quando batia com a porta para ir trabalhar e estar o dia todo longe de ti. As tuas piadas começaram a ser secantes, e eu comecei a ver-te feio. Tu estragaste tudo o que eu tinha, tu estragaste o que eu era, porque tu não sabias apreciar aquilo que eu era para ti. Eu sempre fui isto, aquilo, o outro. Tu dizias AMO-TE aos gritos, mas em surdina tu não me suportavas. Apenas estavas acomodado a mim, ao que te fazia porque eras preguiçoso.

Agora, todos estes anos depois, ao olhar me ao espelho e ver os anos a passar, sou muito mais feliz sem ti.

pensamento de terça feira de manhã

Faz algum tempo ouvi alguém a comentar :
" Bom, gente da nossa idade (secção 23-30) já não se apaixona com tamanha facilidade não é?"

É mesmo isto?

quinta-feira, janeiro 22, 2009

revelação

Eu vou casar no Verão!

ainda a este propósito...

Relembro o post do dia 13 de Janeiro :

Pois, somos fortes. O ser humano é forte, claro que é.
Mas a vida é sempre, sempre mais forte que nós.
A vida é sempre mais pesada que nós, e o que é a nossa natureza é estar preparados para os momentos em que a vida demonstra isso mesmo.
Não vale perguntar os porquês, os comos. Há respostas que vão continuar onde sempre estiveram. Onde eu, e tu, e todos nunca vamos conseguir chegar.

Senti-me na pura "obrigação" de publicar aquela que foi a reacção :

( eu tou aqui contigo, deste lado de cá...)

Nós nao somos fortes, levamos sim chapadas tão grandes que ficamos adormecidos por dentro, imunes à dor e a estimulos exteriores.. morremos um bocadinho e a força que se diz ter não é bem força... é um leve coma que te deixa adormecido por dentro...


Ok. este fim de semana fazemos folguinha.


Por questões territoriais voltamos para a semana.Poderia propor um franchising do estabelecimento na Cidade-Luz, mas pensando bem, o estabelecimento só funciona exactamente onde está.

Até sábado.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

segunda-feira, janeiro 19, 2009

far away

I just woke up from a fussy dream
You never would believe these things I have seen
I looked in the mirror and I saw your face
You looked back through me were miles away


All my dreams, they fade away
I'll never be the same
If you could see me the way you see yourself
And pretend to be someone else

You'll always love me more
Miles away
I hear it in your voice when we're
Miles away
You're not afraid to tell me
Miles away
I guess we're at our best when we're
Miles away

But no one's around when I have you here
I begin to see the picture it becomes so clear
You always have the biggest heart
When we're 60.000 miles apart

Too much of no sound
Uncomfortable silence can be so loud
Those 3 words are never enough
When it's long distance love

I'm alright
Don't be sorry
But it's true
When I'm gone, you'll realize
That I'm the best thing that happened to you

So far away...


Madonna, Miles away

Vou continuar com os clássicos ( é oficial - são clássicos da animação)

Para uma boa disposição matinal de segunda feira, vejam este vídeo e a profundidade da poesia desta música :




Os Marretas são grandes.


sexta-feira, janeiro 16, 2009

o bairro do amor


Lembro-me de ser pequena e de passar ao lado daquele bairro. Parecia-me muito grande, desorganizado, uns edifícios eram altos, bonitos e transluzentes, outros eram barracas. Fazia-me uma certa confusão como num espaço tão pequeno havia coisas tão diferentes. Ouvia dizer, pela boca dos mais velhos, e das coisas que diziam, que o bairro era perigoso. Porque era labírintico, e díficil de sair dele. Quando às vezes se arriscava a lá entrar, podia acontecer que contornássemos a pequena esquina e encontrássemos o ponto de partida, ou na melhor das hipóteses, a saída. Havia outras vezes que dávamos voltas, muitas voltas, a curva parecia sempre a mesma, o prédio não mudava, e estávamos sempre no mesmo lugar. Havia que ter sorte igualmente, com as pessoas que encontrávamos a caminho. Uns, conhecendo bem a zona, apontavam-nos o caminho certo, ou por vezes, acompanhavam-nos até à saida. Havia outros, que indicavam os caminhos todos errados - por não saberem, ou apenas por maldade.
O mais díficil de acontecer era acabar por ficar ali no bairro, porque se gostava, porque se tinha encontrado um habitante a que ganhávamos muito afecto. Não era suficiente gostar do habitante, era preciso também aprender-se a viver com o bonito e o feio daquele bairro. Não é para todos, ouvia eu os adultos dizer.
Diz quem lá vive, que gosta. Que é preciso alguma experiência para lá se aprender a viver. Mas que vale a pena, e o que o melhor, é por vezes perder-se, porque nunca, nunca lá ninguém se perdeu sem que tivesse achado a saída.

Eu cresci, e sabia que mais tarde ou mais cedo eu teria de entrar ali. Recordo-me perfeitamente quando foi a primeira vez que me perdi. Enganei-me logo na primeira rua. Porque depois de conhecer melhor o bairro, aventurei-me nas suas ruas tortuosas e cores vibrantes. Ainda por lá hoje vivo, e acho que gosto. Tem dias.

Lembro-me de ouvir os meus pais dizerem-me : " filha, toma atenção, é o bairro do amor".

Já lá entrei. No bairro do Amor.

esse homem aí é o cara

É por isso que eu às vezes troco o cinema São Jorge por Seu Jorge.


quinta-feira, janeiro 15, 2009

sugestãozinha...


Parece-me apelativo e confortável!

É aqui.

aos homens


Adoraria fazer um post de homenagem aos homens da minha vida. O Pai, os avôs, os amigos, os amantes,os namoradinhos, o namorado, os ex.

Os que nunca foram nada, os que quiseram ser, os que se esforçam, os que estão quase lá, os parvos, os engraçadinhos, os giros, os complicadinhos, os queridos, os bons, os maus, os infantis, os palhaços, os imaturos, os impulsivos, os tarados, os atrevidos, os podres de bons, os feios, os horríveis, os desportistas, os surfistas, os dreads, os betos, os tios, os normais, os modelos, os descontraídos, os neuróticos, os de sempre, os de nunca, os portugueses, os estrangeiros, os de longe, os de perto. Os pintas, os jogadores de futebol, os comilões, os alarves, os que nunca se aborrecem, os que adoram discutir, os viajantes, os sentadinhos na secretária, os sensíveis, os que não choram, os que choram, os que fungam, os durões, os que se fazem de fáceis, os que se tentam fazer de difíceis, os altos, os baixos, os gordos, os magros, os com óculos, os com barba, os com ar de limpinho, os artistas, os armados ao pingarelho, os tímidos, os que gostam de mulheres, os que gostam menos, os que são indecisos.
Aos que gostam de mim, aos que me amam, aos que se passam comigo, aos que se preocupam, aos que adoram irritar-me, aos que não gostam nem um bocadinho.

Eu não sei como fazer essa homenagem.
Mas vou procurar faze-la como deve ser.

uma cover bem catita

Kate Perry canta Eletric Feel, MGMT

terça-feira, janeiro 13, 2009


Pois, somos fortes. O ser humano é forte, claro que é.
Mas a vida é sempre, sempre mais forte que nós.

A vida é sempre mais pesada que nós, e o que é a nossa natureza é estar preparados para os momentos em que a vida demonstra isso mesmo.
Não vale perguntar os porquês, os comos. Há respostas que vão continuar onde sempre estiveram. Onde eu, e tu, e todos nunca vamos conseguir chegar.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

uma conversinha fiada

Os homens quando dizem não, e não e mais não, é quando estão afinal, para dizer que sim.

( adoro generalizar.)

deve ser algo como isto

Gosto desta musiquinha.
E deve ser este o efeito que algumas mulheres provocam nos homens.



Tarde de chuva, a península inteira a chorar
Entro numa igreja fria com um círio cintilante
Sentada, imóvel, fumando em frente ao altar
Silhueta, esboço, a esfinge de um anjo fumegante

Há em mim um profano desejo a crescer
Sinto a língua morta e o latim vai mudar
Os santos do altar devem tentar compreender
O que ela faz aqui fumando
Estará a meditar?

Ai, ui, atirem-me água benta
Ajoelho-me, benzo-me, arrependo-me, esconjuro-a
Atirem-me água fria
Por ela assalto a caixa de esmolas
Atirem-me água benta
Com ela eu desço ao inferno de Dante
Atirem-me água fria

Ai, ui, atirem-me água benta
Por parecer latina suponho que o nome dela
É Maria
É casta, eu sei, se é virgem ou não depende
Da nossa fantasia

Vídeo Maria, GNR

domingo, janeiro 11, 2009

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Continuar o ano com clássicos

A popa do Tintin é linda. E um dia vou chamar Milú ao meu cão.

ps. este post é também um prologamento deste.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

odeio-te frio

O frio faz-me chorar.
Aliás quando ouço que na Guarda estão menos 5 graus, dá-me uma incrível vontade de chorar só de pensar no ar frio a passar-me pelos ossos e pelas minhas costelas semi-ainda-por-arranjar.
Não me venham com aquela merda de conversa de que " o frio também é preciso, senão fartavamo-nos do calor, senão o planeta Terra aquecia e não sei o quê". Estou-me simplesmente a marimbar. Eu tenho frio, eu tenho os pés gelados, eu fico desconfortável quando tenho que vestir a porra de 3 camisolas, para não gelar, sinto-me um chouriço enchouriçado ou então um boneco michelin, mas com mais algum estilo, e não com tanta gordura.
Ficamos todos com um ar assustado, de tão brancos que estamos. Não há pachorra para tanta pele branca e tantas Morticia Adams. Há uma marca qualquer que diz que a saúde também passa pela pele. E a beleza também!

Bem, depois, na verdade há é vontade de nos abraçarmos assim a alguém.... vá, a um homem. A um gajo. Espera, parece que já tou imagina-lo : é alto, com um casacão comprido, e calça uns ténis giros. E eu escondo-me no casaco dele. E ele diz-me assim " oh querida blablablabla", e é capaz de me levar ao cinema ou a jantar num restaurante pequenino e aconchegadinho. E diz-me assim de novo " mas querida blabablabla", até me leva a casa e deixa-me a porta, a aconchegar-me o casaco, e só arranca quando eu chego ao quarto e vou à janela.
A meio da tarde do outro dia, liga-me e diz assim " olha querida blablabla".

Aliás, faz-me até uma surpresa : à minha hora de saída está ali assim do outro lado da estrada com um copo de... Starbucks na mão( mas de chá que eu não bebo café)e com um sorriso na cara e no coração. (confesso que a minha primeira experiência de starbucks foi manhosa porque eu queimei a língua, mas da última vez esperei e já não tive desses problemas.)

Eu não peço nada, porque não me podem pedir a mim.
Não é amor nem paixão.
É somente frio passageiro.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

free me

Há sempre um dia em que nos libertamos o que trazemos connosco a arrastar.
Esse dia, não sei se ajudado pelo novo espírito do novo ano, já aconteceu.
O futuro está aí, para ser aproveitado e agarrado.

É que o futuro não é um gajo como o presente; acha-se demasiado importante para chegar a horas.

como eu gosto deste tipo de conversas

Adoro este tipo de diálogos, como este que hoje ouvi no metropolitano de Lisboa ( aka Metro)

- Cá estamos!
- Tem que ser...

terça-feira, janeiro 06, 2009

está-me a apetecer....

Nham. Nham. Nhaaaaaaaaaaaaaaam!

Pf, da próxima vez que me disserem vamos comer sushi, TEMOS mesmo que ir comer. Não vale ficar à porta.
É que senão fico a sonhar com o sabor do peixinho e do arrozinho
e não há pernil de porco que valha.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

resolução para 2009#2

Vamos lá dar emoção a esta vida.

surpresa!


Adoro surpresas.
Adoro surpresas boas, mas também tenho que gostar das más, porque elas andam sempre aí, e eu tenho que me habituar elas.
Adoro as surpresas dos outros. Adoro aqueles, que mesmo passado muito tempo ainda me surpreendem.
Adoro as boas surpresas dos outros, porque fico feliz. Agradeço até as más surpresas dos outros, porque é nesse instante que me ponho a sete pés, e não quero mais saber.

Mas, falta umas surpresas. As minhas. Quando eu me surpreendo a mim própria, ainda consigo ter piada. Conheço sempre alguma coisa de mim que não conhecia. E sou para mim mesma uma caixinha de surpresas
.

o paizinho é que dizia

Quando a cabeça não tem juízo.
O corpo é que paga.

men are not nice guys ( o primeiro de 2009)


Jason Kay, Jamiroquai

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Dois mil e nove!!!!!!!!!! yupi!


o que eu vivi em 2008 e as marcas que me deixou é mais ou menos transmitido pela imagem. Um autêntico furacão. Tive coisas boas, más, muito boas, muito más. Aconteceu-me tudo, fiz um pouco de tudo, e ainda tive tempo de partir as costelas.

Intenso. Que 2009 também assim seja.

FELIZ 2009!!!!

terça-feira, dezembro 30, 2008

jura?


Jura que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
E depois se desvanecem
Sem lembrança boa ou má
E por isso mesmo se esquecem

Jura que se tiveres uma aventura
Vais contar uma mentira
Com cuidado e com ternura
Vais fazer uma pintura
Com uma tinta qualquer
Que o ciúme é queimadura
Que faz o coração sofrer

Jura que não vais ter uma aventura
Porque eu hei-de estar sempre à altura
De saber
Que a solidão é dura
E o amor é uma fervura
Que a saudade não segura
E a razão não serena
Mas jura que se tiver de ser
Ao menos que valha a pena

Rui Veloso, Jura


segunda-feira, dezembro 29, 2008

o amor é fódido


Continuamos com a temática literatura.
Estou a dedicar-me a este clássico da literatura portuguesa contemporânea, do Miguel Esteves Cardoso - " O Amor é fodido".

É provavelmente a melhor expressão para definir o Amor. Ou amor, com letra pequena.

O Amor é no fundo quase um virgem. Nós bem tentamos fodê-lo de todas as formas possíveis e imaginárias, mas quem acaba sempre fodido, somos nós.

domingo, dezembro 28, 2008

Senhora viagem


O Pai Natal deve achar que eu sou intelectual, porque este ano encheu-me o sapatinho com livros. Entre eles, presenteou-me com este do Gonçalo Cadilhe, esse senhor viajante.

Reúne textos já publicados e outros inéditos, dos 4 cantos do Mundo. Nunca tinha lido nada da sua autoria, e a bem dizer é o primeiro livro de viagens a que me dedico. Nunca fui muita nessa de literatura de viagens, não sei bem porquê. Acho que às tantas, me dá aquela "invejinha" (porque a inveja é uma coisa muito feia) de pensar... " ah também gostaria de ter ido aqui e feito isto" e porque quero manter algum mistério sobre os lugares que aindas não conheci.
Mas a verdade é que estou bastante entusiasmada com o livro, já li algumas coisas. O facto do gajo ser português até me dá uma certa proximidade, do que se fosse um livro de um viajante de uma qualquer outra nacionalidade. Não consigo explicar.

A sua escrita é simples. O mais importante são os locais e o que passou através das palavras que escreve. Gosto também da postura de assumir-se como um privilegiado pelo estilo de vida que tem.
Pode ser que um dia eu também possa fazer fazer uma volta ao Mundo.

"...que uma viagem é uma coisa muito séria : ninguém regressa igual a casa.Quando viajamos não é apenas o espaço que muda; é o próprio tempo que se altera. Entre o que éramos quando partimos e o que nos sentimos ser quando regressamos, passa uma corrente de transformações pessoais, uma evolução íntima que não corresponde ao modo normal, corrente, ao modo habitual de crescimento espiritual dos seres humanos. Para lá do tempo físico, objectivo, que durou a viagem, houve outra dimensão de tempo onde parte da nossa alma andou a caminhar. Uma viagem é uma coisa muito séria."

do texto Caraíbas: A Colômbia à vista in Tournée, Oficina do Livro 2008

o lugar continua teu.

men are not nice guys ( último de 2008)


Sir Sean Connery

terça-feira, dezembro 23, 2008

querido Pai Natal


Querido Pai Natal,

Estás a chegar amanhã, não é assim?
Desculpa a minha birrinha de ontem, já me passou.
Queria fazer-te mais um pedido. Os outros tu já sabes, e eu não me vou repetir mais que eu sei que tu tens muito que fazer.
Mas há algo muito importante que eu queria que tu anotasses :

DIZ A TODA A GENTE PARA PARAR DE ANDAR NA RUA ATULHADOS DE 20 SACOS NA MÃO A IMPEDIR QUE OS OUTROS PASSEM DECENTEMENTE, E QUE PONHAS UMAS BOMBAS DE CHEIRINHO EM TUDO O QUE É ESPAÇO COMERCIAL!
É QUE EU JÁ NÃO AGUENTO MAIS TANTA GENTE NA RUA... E NA SEMANA PASSADA NÃO CONSEGUI ANDAR DE CARRO EM LISBOA, PORQUE TODO O SANTO PORTUGUÊS FICA TODO ALVORAÇADO E LOUCO COM O ESPÍRITO NATALÍCIO, E COM OS JANTARES DE NATAL!


Até amanhã Pai Natal.
A tua sempre amiga,

Kit Kat

segunda-feira, dezembro 22, 2008

tratado do dia do aborrecimento

Hoje tou zangada. estou mesmo.
Gosto de sorrir, quando me sorriem.
E também gosto de não mostrar os dentes nem boa disposição quando do outro lado mostram o mesmo.
Aprovo a lei do "dá o que recebes". Embora a lei também seja " you get what you give".
Quando é que tudo começou?
Quando é que comecei a receber pouco? Quando passei a dar pouco? Ou quando comecei a receber pouco e daí senti que devia dar menos, ou apenas o suficiente?
Não gosto de viver com raiva e amargura dentro de mim, a infestar-me a mente e o coração. Se assim fosse, envelheceria mais cedo. E eu não quero...
Vou deixando de tar triste. Passo apenas a ser indiferente. A vida ficará mais vazia?A vida também é vazia quando sentimos a balança desiquilibrada.
Há ainda quem mereça e saiba, receber-esses ainda merecem um pouco da força que resta.
Por vezes são meros desconhecidos, e que passam brevemente pela nossa vida.
Isto faz-me ainda mais sentido nesta altura do Natal, onde dar e receber são verbos usados ao pontapé.Ui,o meu espírito natalício está mesmo em altas.
Deixei-me de importar.

Um dia faço as malas e vou.

domingo, dezembro 21, 2008

quinta-feira, dezembro 18, 2008

jazz-me muito

Gosto bastante de jazz.
Gosto e pronto. Relaxa-me, mete-me bem disposta. Anima-me, faz-me lembrar coisas passadas, mete-me ritmo nos pés e no corpo. Faz-me também adormecer. Serve-me para tudo, só depende do meu estado de espírito e de como me sirvo do jazz quando o ouço.

De bom grado transformaria a minha casa, ou só o meu quarto num bafiento clube de jazz. Um estrado ao fundo. 4 músicos em palco. Imagina-os gordinhos e de pele escura. Vestidos de fatinho e com o chapéuzinho cliché.
Com um sorriso na cara e a abanarem-se ao som da música que nos tocam.
Um barman com um bigodinho, magrinho, com um sorriso tímido.
Mesinhas pequeninas e baixinhas onde se vão acumulando uns copos, os cigarros de quem os fuma. Cadeiras e bancos de veludo, talvez com umas franjinhas.
Não há muita luz sequer.
A música e as gargalhadas de quem se vai rindo no meio da música.

E toda a gente vestida com a moda dos anos 20.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

caso acaso

Não, o palco não é um bicho papão.
Afinal de contas, ele é pequenino, e eu no momento em que o pisar vou ter meio metro a mais. Vou ser grande.
A voz nem o texto não vão falhar, nem vou tremer de frio. Vou ser tão colorida quanto a tenda do circo que nos abriga, e vou contrastar com o preto dos panos que rodeiam o palco.
Vou brincar com o texto, dar-lhe ainda mais entoações, vou fazer as emoções das personagens as minhas emoções, e esquecer-me de mim naquele momento.

Apenas as luzes e os colegas de palco. Os olhos daqueles que estão nas bancadas vejo-os pregados em nós, mas não intimidam.

A minha maior personagem sou eu, mas para essa tenho todos os outros dias da minha vida.

terça-feira, dezembro 09, 2008

nervoso miudinho



coisas de gaija

-Os homens são uns filhos da mãe.
- Não são nada, coitadinhos. São tão queridos. Tu só tens de agir como eles. Ou ainda pior
.


She got a nasty reputation and a talent for sin
She's the kinda trouble i'd like to be in
I wanna be a lover - I wanna be a slave
But she's the kinda women makes me wanna misbehave
So give it what you want boy - let's make it understood
That if ya wanna be bad ya gotta be good

Bryan Adams, If you wanna be bad ya gotta be good

o retrato de alguém pode ser isto


Querida ,
Lamento informar-te mas não poderei comparecer em tal evento por motivos de saúde. Pois é, como tu sabes desde que vim de Valência que me têm acontecido alguns precalços e o mais recente foi a caminho do trabalho (não sei se te disse q estou a trabalhar na Av. de Liberdade agora). Estava em caminho ou a regresso do trabalho (ja não me lembro muito bem) e tive um acidente, nao de carro mas de metro!!!
Sempre ouvi imensas piadinhas sobre isto mas não é q acontece mm? E logo comigo?Pois é, conclusão:algumas costelas partidas e vou ter q mm ficar em casa. Mas nem tudo é mau. Para compensar a minha ausência depois envio.te um convite para a minha peça de teatro.Sim pq eu agora faço teatro nao sabes? A Angelina Jolie que se prepare! ah é verdade, depois também podemos combinar um cafezinho para te mostrar as fotos de qd fui a Paris!Boa?

Beijinho grande,
by Vitamina

assim seja

A única forma de se libertar de uma tentação é entregar-se a ela.

Óscar Wilde

domingo, dezembro 07, 2008


apareceste-me lá em casa, com 2 garrafas de vinho. O vinho de sempre, já nem precisávamos de conversar sobre qual o vinho que comprar porque era sempre o mesmo. Disseste que tinhas convidado muita gente para uma festa essa noite.
Maliciosamente puseste as 2 garrafas em cima da mesa e olhaste para mim. Querias que eu bebesse. Uma garrafa para mim, outra para ti. Soube-o, sem me dizeres nada. Sei de cor o teu olhar.
E bebemos, bebemos, e eu já não sabia parar. Estavam muitas pessoas em casa, mas eu só te ouvia a ti. O vinho encardia-me a língua, e dançava-me no corpo. Tu contavas-me coisas aos ouvido que eu não sabia e riamo-nos alto. Pusemos a música mais alta ainda, mas os vizinhos até gostavam. Os outros vinham ter comigo, a tentar distrair-me de ti. Faziam o mesmo contigo. Mas eu sabia que aquela noite ia ser nossa.
Riamo-nos alto. Mas tão alto. Mas ninguém entendia as minhas piadas e o porquê das tuas gargalhadas. Às vezes dizias coisas que eu não entendia. eu obrigava-te a repetires 3 vezes. Tu desesperavas e dizias que o vinho já começava a fazer efeito. E eu replicava-te que estavas mais bêbado que eu.
Tu dizias que não, levantavas-te do sofá, pegavas numa das gajas da festa e dançavas com ela. Eu não tinha ciúmes, porque eu sabia porque o fazias.
Estavas a provocar-me, porque é essa a tua natureza. Conheço-te bem. Eu virava a cara para te fingir que me importava. Porque tu gostas de ver as minhas reacções, mesmo quando não te preocupas com elas.
Eu levantava-me do sofá e ia buscar mais um copo de vinho, já não sei de que garrafa. Já andava torta e a rir-me para todos. Algum deles me agarrou e eu ri-me. Tu não te importaste, nem sequer fingiste que olhaste. Sabias que ia acabar a noite contigo.
Os outros invejavam-nos naquela noite. Sabes porquê? porque eles olhavam para nós e sabiam que nós iamos terminar a noite na mesma cama. Faziamos faísca mesmo estando cada um na sua ponta da sala.
E de repente, sem eu me lembrar como, estavamos no quarto.Tu tinhas-me puxado pela mão a dizer-me que tinha que me deitar, porque só fazia disparates. E eu sabia que o grande disparate estava para vir.
Com o barulho ensurdecedor da música da sala, dos risos dos outros,eu já não ouvia nada. Nem tu. Concentramos-nos em nós.
Tínhamos esperado tanto por aquilo. Acabámos satisfeitos.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

podemos pensar nisto


No próximo dia que se sintam mal, em baixo ou que o mundo está todo contra vocês, lembrem-se disto:

uma colega de trabalho esteve em S. Tomé e Príncipe, e numa das muitas vezes que esteve com as crianças pobres que deambulam pelas ruas e que ficam deliciadas quando lhes oferecemos uma caneta, espantaram-se quando ela lhe quis oferecer um rebuçado.
Não sabiam o que era, e muito menos como se abria.


há quem no mundo não saiba o que é um rebuçado.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

64

Se fosse vivo, faria esta semana 64 anos.
Perdemo-lo, e só ( muitos) anos depois foi-lhe reconhecido o talento que sempre teve.
Cabeleireiro e excêntrico, figura inigualável, escreveu canções que sabemos de cor, e que permanecem intemporais, de tão verdadeiras que são as palavras que as constroem.

Em 2004, houve quem tivesse a ideia de para recriá-lo. Continua para mim a ser um albúm imprescindível, e das melhores coisas que já se fizeram com a música portuguesa. Se fosse vivo, António Variações teria gostado, de certeza de todas as músicas.



e eu, tristemente, não assisti a nenhum concerto deles.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

hoje vou dar de beber à dor

Recordações do calor
E das saudades. O gosto
Que eu vou procurar esquecer
Numas ginginhas,
Pois dar de beber à dor é o melhor,
Já dizia a Mariquinhas.

Amália Rodrigues, Dar de beber à dor ( Casa da Mariquinhas)

hoje tou assim


quinta-feira, novembro 27, 2008

desafio

Respondo ao desafio da SG.
Respondo com músicas de Jamiroquai.


1)És homem ou mulher? Cosmic Girl
2) Descreve-te: Dynamite
3) O que as pessoas acham de ti? Canned Heat
4) Como descreves o teu último relacionamento: Where do we go from here
5) Descreve o estado actual da tua relação: Butterfly
6) Onde querias estar agora? Travelling without moving
7) O que pensas a respeito do amor? Little L
8) Como é a tua vida? Supersonic
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? King for a day
10) Escreve uma frase sábia:
I found a God that I can pray to
Deep inside my soul, hey.

A febre do Natal está a chegar. Ela já anda por aí.
Como tem sido hábito, fui na minha hora de almoço aos Armázens do Chiado e já vi a Fnac e o resto dos armazéns a abarrotar de gente, e muitos sacos já nas mãos das pessoas.
Na verdade, não quero falar da febre de Natal, que para mim só começa oficialmente dia 23 de Dezembro e acaba dia 25. Sim, é um exagerozinho.


É absolutamente verdade que o consumismo consome ( passo a redundância) a alma às pessoas e ficamos todos cegos quando chega a hora de comprar, comprar. Roupa, jogos, cremes, livros, cd´s, acessórios, o que seja. Adoramos chegar a casa com 5 sacos em cada mão e pensar " que bela tarde de compras!". Enquanto compramos, enquanto gastamos, somos felizes, porque aqueles objectos materiais estão temporariamente a substituir algo.

O que me aconteceu esta semana( e não sou a gaja mais consumista deste mundo) é que andava a olhar para as montras das lojas, andei a rondar a Fnac com a vontade de comprar, comprar uma pequena coisa que fosse. Nada me seduziu. Não sabia exactamente o que comprar. Só sabia que queria voltar para o trabalho com um saco na mão e feliz por ter comprado uma coisa nova. Foi exactamente nesse momento que percebi que eu estava a tentar compensar com as compras algo que não é possível de comprar com o dinheiro. Não há nada que possa substituir o que sentimos cá dentro. E é uma tarefa pouco produtiva tentarmos enganar-nos a nós próprios com uma compra consumista.

quarta-feira, novembro 26, 2008

tão simples como isto

Oh well I don't mind, if you don't mind'
Cause I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?

The Killers, read my mind

terça-feira, novembro 25, 2008

já não há estrelas de rock, como havia antigamente

já não há estrelas de rock.
Sexo, drogas e rock n´roll.Isso existe, hoje em dia?
Eu perdi o encanto das estrelas de rock, porque as supostas estrelas de rock de hoje em dia são uns betinhos de primeira escala. Não os sentimos a cantar com garra, com aquele sentimento de desprendimento a tudo e todos, focados naquele seu ideal, naquela música que lhe sai dos pulmões e sobretudo da alma. Os cabelos já não são compridos, despenteados ou simplesmente já não andam a dançar.
As estrelas de rock agora preocupam-se com a pose, com as calças no sítio, as boxers CK a ver-se, prontos para ficarem com a mais bonita pose para o fotógrafo. Inspiram-se na ultra tight da Victoria Beckham.
Pintam as unhas e têm voz de menina, assim meio esganiçada.
A autenticidade já não é a mesma. É tudo muito mais combinado, acertado, prontinho para bater certo, para que nada falhe ou escape. Temos que vender muitos albúns, fazer umas capas bonitas e aparecer sempre sorridentes.
As estrelas de rock de hoje em dia são limpinhas e estudam o manual de " como ser uma estrela" antes de o realmente serem.

Não, o ideal de estrela de rock não é um gajo sujo e porco. É simplesmente mais espontâneo do que aqueles que vemos todos os dias.

Tamos fartos de meninos!

quarta-feira, novembro 19, 2008

hoje neste blog vai falar-se de sexo ( desta vez menos subtilmente)

But it's not forever
But it's just tonight
Oh we're still the greatest
The greatest
The greatest
You your sex is on fire

Kings of Leon, Sex is on fire
( quem já teve oportunidade de dizer isto a alguém?)

sábado, novembro 15, 2008

espia sou eu


Terminei a minha semana com uma ida ao cinema ver o mais recente 007 "Quantum of Solace".Aproveito para dizer que gostei mas que esperava melhor.

No entanto este post serve para partilhar isto : " um dia quando for grande vou querer ser espia". Sim, é verdade, no meu imaginário os espiões têm algum lugar de destaque, sempre me fascinou a sua figura, os seus hábitos e os seus clichés que associamos a estas personagens; que não só existem nos filmes.
Um dia imagino-me de vestido preto ( ou com algo que me faça uma figura elegante, mas sempre de preto) a seguir alguém, fazer perseguições malucas de carro onde apenas ganho arranhões, ter uma pistola e andar aos tirinhos pum pum pum aos malvadões dos mauzões da fita e ganhar-lhes,claro. Saber os grandes segredos de estado, conhecer aqueles terroristas disfarçados de empresários e homens de poder inofensivos.
Ou então estar num restaurante, fingir estar a tomar a minha refeição, abrir um jornal e ter um buraco muito pequeno na página central para poder espreitar o que se passa à volta.
Há outra coisa que sempre sonhei em fazer : perseguir alguém através dos telhados, saltar de varanda em varanda e ter que passar por dentro da casa das pessoas. Sempre achei muito divertido.

standing next to me

Esta música é realmente boa. Last shadow Puppets.

men are not nice guys

Chico Buarque

domingo, novembro 09, 2008

Yes, we can

Esta semana fez-se história. Descobrimos que afinal não era só Portugal que espera(va) pelo seu D. Sebastião.Não chegou numa manhã de neblina, mas em tempos de ideias turvas, com a mensagem mais certeira : sim, precisamos de e da mudança.

Demasiado caracter messiânico, com expectativas altas ( muito altas) a decairem sobre ele. Assim o é porque é jovem, com garra e a querer marcar a diferença.
Porque mesmo que Barack Obama não consiga estar à altura dos desafios que o espera - esperamos muito dele; foi memorável a vitória, o discurso, e a emoção que rodeou a eleição nos últimos tempos. Pelo menos por alguns tempos, nós acreditamos.
Gostava de ter sido americana (embora nunca tenha tido o sonho americano) para poder votar nele. Com Obama, os EUA vão recuperar um certo glamour que perderam com a figurinha de Bush.
É a minha homenagem àquele, que adianto já, é o homem do ano para este blog. Admiro-o genuinamente e gosto do que ele representa e do que ele pode vir a representar.
Inspirador porque gosto de acreditar que sim, yes, we can.
É pedir muito infelizmente, que pelo menos uma minoria reduzida dos políticos tivessem o carisma que este senhor tem.

Também podemos simplificar como o Berlusconi e dizer que Barack Obama " é jovem, bonito e tem um tom bronzeado".

men are not nice guys


Sir Mick Jagger

sábado, novembro 08, 2008

incompetências diárias

Num dia destes, no fim de uma reunião m*rdosa de trabalho, apanhamos boleia de um daqueles senhores que se julga importante, com uma carreira invejável e que trata apenas pelo apelido os grandes senhores importantes das empresas, para dizer-nos subtilmente que faz parte de uma certa e determinada elite.
No meio de todo um discurso absolutamente egocêntrico, desinteressante e aborrecido fixei um pensamento: " todos os dias, ao trabalharmos, deparamo-nos com as nossas incompetências. E há momentos em que não as conseguimos ultrapassar".
Nada mais verdade. Todos os dias, no trabalho ou na nossa vida é damos de frente com os limites que temos, com aquilo que não conseguimos fazer.
Há dias em que os ultrapassamos, e sentimos as pequenas vitórias pessoais, com um sorriso timido. Há tambem aquelas incompetências que nos obrigam a encarar de frente a forma como somos moldados, e nem sempre gostamos daquilo que descobrimos.

Custa-me encarar de frente as incompetências que tenho, mas não tenho medo delas.
A imaginação permite sonhar com as soluções para as ultrapassarmos.

uma ideia para este sábado

sim, um dia gostava de me vestir como zombie, ou de coisa feia, aprender a coreografia do Thriller do Michael Jackson e dança-la tal como vemos no video.

quarta-feira, outubro 29, 2008

nesta casa hoje vai falar-se de sexo ( ainda que subtilmente)

I need to get you out of your cave man (Primitive)
I wanna let you out of your cage and set you free
If tonight's the night
I'm gonna show you I ain't got no game plan (Primitive love for me)


Primitive, Roisin Murphy

domingo, outubro 26, 2008

para um final de domingo mais... high

Tell your boyfriend next time he around
To buy his own weed and don't wear my shit down
I wouldn't care if brave would give me some more
I'd rather him leave you than leave him my draw
When you smoke all my weed man
You gots to call the green man
So I can get mine
And you get yours
Once is enough to make me attached
So bring me a bag and your man can come back
I'll check him at the door make sure he got green
I'm tighter than airport security team
When you smoke all my weed man
You gots to call the green man
So I can get mine
And you get yours
I'm my own man
So when will you learn
That you got a man but
I gots to burn
Don't make no difference if
I end up alone
I'd rather have myself and smoke my homegrown
Its got me addicted, does more than any dick did
Yeah I can get mine and you get yours
Yeah I can get mine and you get yours

Amy Winehouse, Addicted

Last night

muito bom.

sábado, outubro 25, 2008

--

Fiz muitas viagens na minha cabeça e no meu sofá. No metro. Na cadeira do trabalho.
No carro no trãnsito. Uma destas noites, quando antes de adormecer ouvi o som da lágrima a cair na minha almofada não percebi totalmente de onde vinha aquela gota de água. pequena e sentida. Tenho medo da solidão, embora a confunda com a uma falsa sensação de companhia. Mas já não tenho medo, pouco me importa, quando um único segundo muda tudo. Não vou ter mais medo das acusações fáceis de egoísmo ou egocentrismo, que é que isso que tenho recebido. O medo não me paralisa mais, porque o caminho está à minha frente e à espera de ser trilhado e desbravado. Vou deixar de virar a cabeça para trás e ter medo do passado. Começo a fazer as malas, uma por uma. Tiro das gavetas aquilo que realmente necessito e lanço pela janela, sem pudor dos que passam lá em baixo o que não é necessário.
Escrevo nas paredes o nome de quem não quero esquecer e apago o que não quero ler. Se quiseres acompanhar-me, vem. Se não quiseres, paciência.
Grito a plenos pulmões de alegria. Grito a plenos pulmões de raiva. Esqueço. Apago. Renasço. Vivo.Choro. Rio. Tenho saudades. Fechei.
A aventura da minha vida começa hoje.

Men are not nice guys

George Clooney

quinta-feira, outubro 23, 2008

quinta de manhã

"Eu sou de todo o mundo.
E todo o mundo é meu também."

Já sei namorar, Tribalistas

domingo, outubro 12, 2008

citação de domingo à noite

" O povo português é, essencialmente, cosmopolita.
Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo."

Fernando Pessoa

quarta-feira, outubro 08, 2008

no dia em que voltar a sair à noite

Please don't talk about love tonight.
Please don't talk about sweet love.
Please don't talk about being true
and all the trouble we've been through.

Ah, please don't talk about all of the plans
we had for fixin' this broken romance.
I want to go where the people dance.
I want some action ... I want to live!

Action ... I got so much to give.
I want to give it. I want to get some too.

Oh, I ... Ohhh I ... I love the nightlife,
I got to boogie on the disco 'round, oh yeah.
Oh, I love the night life,
I got to boogie on the disco 'round, oh yeah.

Please don't talk about love tonight.
Your sweet talking won't make it right.
Love and lies just bring me down
when you've got women all over town.

You can love them all and when you're through,
maybe that'll make, huh, a man out of you.
I got to go where the people dance.
I want some action ... I want to live!

Alicia Bridges, I Love the NightLife

segunda-feira, outubro 06, 2008

I want to believe ( oh yes I do..)

Por motivos editoriais, e sobretudo por falta de paciência, não dediquei até agora explicitamente um único post a um homem, ou melhor, a uma star. Um cantor, um actor ou a um modelo. (ou pelo menos não me lembro.)
Tive a minha época de posters colados no meu quarto (coisa da qual acho que me arrependo claramente) mas há stars que continuo a achar tão jeitosinhos como nessa altura. Quem me conhece à muito tempo sabe que no meu top dos mais jeitosinhos sempre esteve o David Duchovony, ou para os mais distraído(a)s o Fox Mulder.
(Se um dia tiver um gato vou chamar-lhe Fox Mulder. ou Só Fox. Ou então Mulder. Fox Mulder para um cão não me parece adequado. Mas é bem improvável que venha algum dia a ter um gato.)
Aquele ar enjoado e sério, lunático dos ET´s, aquele casaco comprido negro, aquele movimento de mão nas ancas que deixa para trás o casaco, os maxilares bem definidos... Já li algures que as mulheres acham os homens mais atraentes quando estes têm os maxilares bem definidos...embora não saiba exactamente o que sao maxilares mal definidos.
A verdade é que está obviamente mais velho e enrugado do que nos inicíos dos anos 90 , mas acho que merece ser ele a romper com os meus critérios editoriais.

Depois posso desculpar-me com o possível efeito dos medicamentos por ter feito este post que pode estragar a já fraca dignidade do meu blog.
ps. ah, e fica desvendado o segredo, para quem ainda não soubesse, o significado do e-mail que utilizo.

sábado, outubro 04, 2008

there is no use

Naquele momento em que senti o metro a travar com tal força e voei, vi estrelas no momento em que as minhas costas embateram contra a cadeira. Só depois fui começando a tomar consciência da dor, que foi aumentando, aumentando e eu só queria que aliviasse. Demorou a aliviar, e as dores continuam a acompanhar-me. Anseio pelo dia em que voltarei a mexer-me como sempre me mexi : muito e despreocupadamente.

Vou recordar-me das mãos suaves do médico que ficou comigo. (Quase que tive tempo de me apaixonar por ele)
Senti-me corajosa quando entrei e me vi naquele hospital completamente sozinha. Deixei as lágrimas cairem pela primeira vez, da ansiedade de estar naquele lugar e de não saber o que realmente me esperava. Esperam-me alguns dias de repouso e de uma calma a que já não estava habituada, de tantos projectos que tinha na minha mente e na minha vida.
Não posso perder tempo a perguntar-me porque fui a única a magoar-me e precisamente nesta altura da vida. Não vale a pena aborrecer-me, chatear-me com as coisas que não valem realmente a pena. Num segundo, como aquele que vivi, a vida pode mudar, pode estragar tudo o que costruímos e no fundo somos simplesmente seres frágeis e pequeninos.
É só clichés, mas é a verdade pura e dura.

sexta-feira, outubro 03, 2008

e então?

Sim, tenho uns sapatos cor-de-rosinha.
e então?

4 anos

Fez esta quarta feira, dia 1 de Outubro, exactamente 4 anos que iniciei o Erasmus.
Milano.
Descobri muitas pérolas na música italiana.
Mas esta é canção que mais me diz quando me lembro de tudo.





Ci sono le tue scarpe ancora qua ma tu te ne sei già andata
c'è ancora la tua parte di soldi in banca ma tu non ci sei più
c'è ancora la tua patente rosa tutta stropicciatae nel tuo casseto un libro letto e una Winston blu...
L'ho fumata...

Ci sono le tue calze rotte la notte in cui ti sei ubriacata
c'è ancora lì sul pianoforte una sciarpa
ci sono le tue carte e il tuo profumo è ancora in questa casa
proprio lì dove ti ho immaginata...

Ma, da quando Senna non corre più...
Ah, da quando Baggio non gioca più...
Oh no no, da quando mi hai lasciato pure tu,non è più domenica...
ma poi si dimentica...non si pensa, non si pensa più...

Ci sono le tue scarpe ancora qua ma tu non sei passata
ho spiegato ai vicini ridendo che tu non ci sei più
un ragazzo in cortile abbraccia e bacia la sua fidanzata
proprio lì, dove ti ho incontrata... non ci sei più...

Ora vivo da solo in questa casa buia e desolata
il tempo che davo all'amore lo tengo solo per me
ogni volta in cui ti penso mangio chili di marmellata
quella che mi nascondevi tu... l'ho trovata...

Marmelatta #25, Cesare Cremonini