segunda-feira, outubro 02, 2006

Mozart, o Islão e as novas tendências


Até Mozart pode ser anti-islâmico. A ópera Idomeneu foi retirada da programação de Novembro da Deustche Oper, em Berlim, por conter uma cena em palco a segurar a cabeça decapitada de Maomé.
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Detalhe sem importância : ao lado da chocante cabeça decapitada de Maomé, aparecia também a cabeça decapitada de Cristo e a cabeça decapitada de Buda. Mas nada disso seria suficente para revoltar os impediosos cristãos ou os perigosos terroristas budistas. Nem para impedir o que quer que fosse. O importante é não melindrar o mundo islâmico. Continuamos a ir pelo bom caminho.

in Editorial, Sábado 28/1072006


Em contraponto :
O director do Teatro Nacional de S. Carlos - Paolo Pinamonti disse em declarações ao Expresso sobre o caso :

" As opões de encenação, nestes tempos de hiper-sensibilidade religiosa devem ser evitar provocações desnecessárias"
" É verdade que a arte está além disso e que a liberdade de expressão é inalienável, mas não a podemos isolar de outros aspectos da vida".

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Na Arte temos vários tipo de correntes de estilo que se vão alterando ao longo dos tempos - na pintura tivemos o expressionismo, o cubismo. Na Literatura o realismo e o romantismo. No Cinema o neo-realismo, na Música o hip hop e o rock revistado dos anos 70. A tendência geral para toda a arte neste ínicio de século vai ser a Arte " não provocativa-islâmica".

3 comentários:

Galochas disse...

É, é...diz que sou ruim! Eheheheheh!
:)

joão ferreira dias disse...

pois...não ferir susceptibilidades é uma arte do medo.

nmc disse...

Também é uma coisa que me incomoda... esse "medo" de não incomodarmos ninguém.